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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Pocôto: o gatinho guardião

 

Imagem com a gata Maria Atena apresentando a história de Pocôto: o gatinho guardião.
Esta é a história do gatinho Pocôto que chegou de mansinho lá em casa mas foi impedido
de ficar por nossa cachorrinha Pocota. Com a morte dela, ele se instalou e nos
conquistou a todas. Veja que história mais boa!

POCÔTO, O GATINHO GUARDIÃO

 

UM GATINHO NO QUINTAL

Pocôto era um daqueles gatinhos sapecas que bastava um olho parar nele e logo se apaixonar. Comigo foi assim. Não que eu tivesse um olho doido para se apaixonar. Mas é que Pocôto era lindo demais!... Fofo demais!... Tudo demais! Como o são os gatinhos com a graça que só os filhotes têm.

Eu estava na cozinha de nossa casa quando minha cunhada Klécia lá chegou. Com ela aquele gatinho lindo a lhe seguir. Tão logo entrou e não se fez de rogado. Começou a cheirar os quatro cantos da casa, como dizia minha mãe. E avançava para a sala com um jeito tão destemido como se já quisesse se apropriar da casa toda.

Mas não demorou muito no seu cheira-cheira e logo conheceu a arrancada de Pocota. Nossa cachorrinha boa de guarda. Uma pequinês de encher os olhos de tanto encanto. Com ela gato em nossa casa não tomava assento. Logo que viu aquele gatinho com jeito de quero ficar, voou no seu encalço.

Mas Pocôto mostrou que não era bom apenas de cheirar, mas de subir também. Se Pocota era boa de corrida, ele também o era. Tanto que num instante alcançou o pé de acerola logo ali depois da porta e se entranhou entre os galhos. A natureza já o havia ensinado essa esperteza.

Imagem de um gato de olho azul outro amarelo nos galhos de uma árvore.
Gatinho Pocôto de olho azul outro amarelo entre galhos do pé de acerolas.


Desde aquele dia, Pocôto não mais ousou adentrar a nossa casa. Não enquanto Pocota esteve conosco. Continuou acompanhando minha cunhada Klécia sempre que ela vinha. Mas não passava do quintal. Sabia que Pocota poderia a qualquer momento irromper porta a fora. Sabia que tinha que se manter alerta. Então o pé de acerola se tornou o seu melhor lugar. Era comum vê-lo lá em cima entre um galho e outro. Coisa de gatinhos filhotes procurando desbravar o mundo em busca de brincadeiras. De lá observava os movimentos da casa e sabia quando Pocota se recolhia lá dentro. Era a hora de descer e rumar para sua casa. 

A HORA E A VEZ DE POCÔTO

 Pocota já vivia seus últimos anos de vida. Então não demorou muito para que nos deixasse. Com sua partida, a casa ficara livre para Pocôto. Completamente. Então logo ele assumiu o lugar que há muito almejava. O lugar dentro de casa. Deixou de ser apenas um gatinho no quintal e no pé de acerola. Passou a ser o gatinho de todos os lugares onde estávamos. Especialmente os lugares preferidos de Pocota: próximo à minha mãe ou a mim, até porque só éramos nós duas em casa.

Mas o fato é que Pocôto assumiu completamente o lugar de Pocota. De fato e de direito. Herdou suas coisinhas, sua caminha e seu vestuário de cama. Passou a ocupar os mesmos lugares que ela ocupava na casa. Principalmente, aquele lugarzinho no chão próximo à minha mãe em seus momentos de descanso. Deitava-se ao lado de sua poltrona. Ou se fixava ao lado da minha cadeira em meus momentos de estudos. Tornou-se o nosso companheiro de todas as horas como um dia o fora Pocota.

 Mas o que mais nos despertou a atenção foi o seu jeito meio canino.  Adotou o mesmo comportamento guardião de Pocota. Parecia mais um cachorro de guarda do que um gato. Até a posição de se deitar era tal qual a da Pocota. Barriguinha no chão. Cabecinha levantada ou apoiada nas patinhas pronto para um possível ataque. Com esse comportamento tão fofo, Pocôto logo nos conquistou. Virou nosso gatinho guardião. 

Imagem do gatinho Pocôto agachado e encostado a alguns livros.
Gatinho Pocôto com seus olhos azul e amarelo muito expressivos.


 Por isso, ao ser batizado não tive dúvidas. Pocôto era o seu nome. Uma bela homenagem à Pocota. Bela e digna de se contar aos quatro ventos. Afinal, ela nos havia deixado um substituto e tanto! Tanto de beleza e graça que nem a sua quanto de companheirismo. Talvez por isso tanto nos guardava e nos encantava a todas. 

Mas um dia Pocôto desapareceu sem vestígios. Havia chegado o seu momento de namorar. Eu não o havia castrado. Então naquela noite ele saiu e não voltou para dormir. Acreditei que de manhã estaria em casa. Não estava. Diziam que era assim mesmo. Estaria namorando, mas logo voltaria. Não voltou. Nunca mais. Eu havia perdido o meu companheiro das minhas caminhadas de fim de tarde. Ele me seguia por dentro do matinho à orla do asfalto. Tomava dianteira e se escondia. Quando eu passava por ele, um pulo certeiro em mim. Conseguia realmente me assustar. O susto que em vez de me aborrecer me encantava. Pocôto era puro encanto. Como certamente o são todos os gatos bem cativados. 

Observar o comportamento de Pocôto me fez acreditar que os gatos não agem apenas pelo instinto de proteção e conservação que lhes assegure a vida. Mas que dispõem de uma inteligência que os faz calcular os riscos ou a ausência deles para poder se apropriarem de determinados espaços.

Pocota era a cachorrinha guardião da nossa casa. Pocôto se tornou igualmente guardião. Ele não vivia dorminhoco nem desatento num cantinho seu. Pelo contrário. Era bastante alerta. Como Pocota, levantava a cabeça e as orelhas sempre que algo estranho lhe soava lá fora. Primeiro assuntava, e só depois corria para a porta. Se a encontrava fechada, inquietava-se com um jeito farejador com as narinas no ar. Se a encontrava aberta, parava em seu limiar para ver o que ocorria. Tal qual Pocota. Como ela, nada ocorria em nossa casa que não desse conta, que não fosse verificar de perto. Era um gatinho destemido. Um gatinho de jeito muito guardião.

A você, meus agradecimentos!

Deus esteja com você!

Sônia Ferreira

Teresina, 20 de maio de 2021.

Você terminou de conhecer uma história do tipo história de cães e gatos.

Espero que tenha gostado e acompanhe os conteúdos seguintes desta sequência.

Imagem com a gata Maria Atena convidando leitores e leitoras para se inscreverem no blog e o seguir.
Maria Atena: a gatinha guia dos conteúdos deste caminho Família Bichada.


 


quinta-feira, 22 de abril de 2021

Assim começam as histórias de cães e gatos em nossa casa

 

Imagem com a gata Maria Atena apresentando o conteúdo “Assim começam as histórias de cães e gatos em nossa casa.”
Tudo começou com os pequineses Pocota e Mimoso. Depois chegou o gatinho Pocôto. Assim começavam as histórias de cães e gatos em nossa casa. A família bichanada estava só começando. 

ASSIM COMEÇAM AS HISTÓRIAS DE CÃES E GATOS EM NOSSA CASA

 

POCOTA E MIMOSO: QUANDO MÃE E FILHO SE COMPLETAM NA ALEGRIA DO BRINCAR

A história de cães e gatos em nossa casa começou com Pocota e Mimoso lá pelos últimos anos do século vinte. Eram mãe e filho pequineses e pertencentes a uma casa vizinha.  Duas coisinhas as mais lindas de se vê! Mimoso havia se mudado para a nossa casa. De tanto vir atrás dele, a mãezinha Pocota terminou se instalando também.

Imagem da Pocota, uma ruiva e linda cachorrinha pequinês.
Pocota: nossa linda e amada pequinês!

Então ficamos com aquela dupla linda e maravilhosa que nos trouxe muitas alegrias e satisfação. Tanto para mim quanto para minha mãe. Afinal, quem não se encanta com cachorrinhos filhotes nos seus primeiros anos? Quem não abre um sorriso ao lhes vê cheios de alegria pulando e correndo pela casa em suas formas próprias de brincar? Mimoso era assim, todo alegria, principalmente porque tinha sua mãe Pocota como companheira.

Com ela compartilhava seus momentos brincantes dentro de casa e desbravava o quintal entre uma brincadeira e outra. Todos os dias visitavam a sua antiga casa de morada. Não esqueceram seus antigos donos e antes que o orvalho da manhã se escondesse por completo, lá chegavam eles para lhes dá bom dia e marcar presença. Afinal, era só atravessar o quintal, e alcançar a outra extremidade de um terreno único. Eram os visitantes das primeiras horas. De lá retornavam sempre na mais prazerosa carreira quando então adentravam a cozinha na mais plena alegria.

Mas Mimoso teve vida curta, coitado! Depois de um tempo doente, desligou-se do mundo na sua mais plena infância. Mas deixou conosco a sua mãe Pocota, cuja vida só não foi mais longa do que ela própria. Apenas nos deixou depois de muito tempo; quando a vida se tornou pesada demais para o seu coraçãozinho felino.  Então perdemos a nossa guardiã mais companheira e fiel. Companheira e cuidadora de minha mãe. Cuidados caninos que não se apagaram da minha memória. Graças a Deus! Essa história da Pocota, eu a trarei completa em momento oportuno.  

POCÔTO: O GATINHO GUARDIÃO

Pocota vivia o último ano de sua longa vida quando um gatinho começou a perambular em nosso quintal. De vez em quando eu o via lá. Um gatinho ainda filhote. Mas já grandinho. Lindo de se vê. Meio branco e meio rajado. Seus olhos, um azul outro amarelo. Muito lindo ele! 

Imagem do gatinho Pocôto entre os galhos do pé de acerola.
Pocôto: o gatinho guardião no pé de acerolas.

Pocôto era da casa de minha cunhada Helena. A mesma casa de onde viera Pocota. Mas sempre dava um jeito de chegar aqui em casa com vontade de ficar. Mas não passava do quintal. Pocota o fazia correr tão logo o via. Com ela, bichanos lá em casa não tomava assento.

Mas eis que num certo dia de manhã Pocota nos disse adeus. Havia chegado a sua hora de partir para nunca mais voltar. Então o gatinho que nos rondava pode adentrar a casa. Comprovou que o lugar era bom e se instalou de vez. Logo o batizamos de Pocôto. As semelhanças com Pocota tanto nos saltaram aos olhos que não houve lugar para outro nome. Pocôto caiu bem demais. Na companhia de minha mãe em seu descanso, deitava-se no mesmo lugar de Pocota. Um lugar estratégico de alerta. Na guarda da casa, só não fazia latir. Mas no faro era com ele mesmo. Então logo virou o nosso gatinho guardião. 

Mas Pocôto não demorou muito conosco. Desapareceu na flor da idade sem deixar rastros. Um dia saiu e não mais voltou. Foram dias de espera, sempre na expectativa de que a qualquer momento ele adentrasse a casa. Sempre na esperança de que quando se abrisse a porta ao amanhecer ele estivesse ali à espera. Mas foi uma espera vã. Dia após dia as esperanças se enfraqueciam até que elas próprias desapareceram. Pocôto havia sumido para sempre.

Então mais uma leva de tempo se passou. Eu não queria mais saber de gato. Nem de gata. Nem de cachorro. Estava com meus sentimentos pesarosos em relação a essas criaturinhas tão boas de se ter. Mas então chegou aquele ano e eis que novamente me vi às voltas com gatos e gatas. Novas histórias. Recomeçadas com Picasso. Um gato púbere que adentrara a nossa casa furtivamente numa certa noite à primeira hora.  Estávamos naquele jogar conversa fora quando ele chegou de mansinho. Tão de mansinho que por mim teria se alojado à revelia de meus olhos. Só depois é que eu o viria. Então lhe mostraria o caminho de volta. A volta para a rua. De mansinho também. Só que na mansidão de um raio.

A história de Picasso eu contarei logo mais. Talvez depois da história completa da Pocota e do Pocôto. O que trouxe hoje foi só o início. Se você leu até aqui, é porque com certeza gosta de cães e gatos! Só de gatos? Só de cães? De gatinhas também!...

A você, os meus agradecimentos pela atenção!

Deus esteja com você!

Sônia Ferreira

Teresina, 22 de abril de 2021.

Você terminou de conhecer uma história do tipo história de cães e gatos.

Espero que tenha gostado e acompanhe os conteúdos seguintes desta sequência. 

Imagem com a gata Maria Atena convidando leitores e leitores a se inscreverem no blog.
Maria Atena: a gatinha guia dos conteúdos deste caminho Família Bichanada.


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